• Irina Vaz Mestre

4 Coisas que Vos Quero Ensinar, minhas Filhas

Domingo à tarde. O sol entrava pela janela do carro. À minha volta, a paisagem alentejana. Estava sozinha. A aproveitar aquele momento. Fazia-me companhia a Oprah [neste podcast] e, com ela, os meus pensamentos. Tudo fez sentido naquele momento em que ouvi a entrevista ao autor Don Miguel Ruiz. Ficou tudo tão claro. E simples até. Consegui transpor o que ouvi para aquilo que quero ensinar às minhas filhas. Parei mesmo o carro para apontar estas quatro coisas. Num papel que ali estava à mão. Um talão de multibanco.

Meus amores, aqui vai o que quero muito que aprendam. Aqui vai o que vos quero ensinar. Acho mesmo, minhas lindas, que se forem Mestres na arte de aplicar estas 4 coisas, tudo será mais fácil para vocês, para a Vossa alma, para o Vosso Ser.

#1

 Sejam sempre impecáveis com as vossas palavras.

As palavras têm a força de inspirar e têm também a força de afastar. Escolham sempre aquelas que servirem o propósito de inspirar. Em primeiro lugar, escolham as palavras que vocês dizem a vocês próprias. Escolham ouvir as que vos motivam a acreditarem em vocês, no caminho que vocês acham que é o vosso, aquele que vocês escolherem traçar, aquele que vos dirige ao vosso sonho. Depois disso, escolham as palavras que dizem aos outros. Engulam as que anulam, as que julgam, as que desmotivam ou magoam. Aceitem as que constroem, fazem acreditar e dão força.

#2

Não levem nada a peito.

Consigam sempre ter a clareza de olhar para as coisas que se passarem na vossa vida pondo de lado o filtro de vos faz acreditar que aquilo tem alguma coisa a ver convosco. Não entendam nada de uma forma muito pessoal. Não aceitem carregar a culpa que alguém vos quer fazer acreditar que têm ou, pelo contrário, não se culpabilizem vocês por acharem que determinada coisa tem a ver convosco, ou com algo que fizeram, ou com algo que disseram ou não disseram. Percebam que, em cada momento da vossa vida, vocês vão fazer sempre o melhor que sabem, com os recursos que têm. Nada tem só a ver convosco. Cada um de nós tem os seus filtros, as suas crenças, as suas formas de ser e de estar. E tudo isso influencia a forma como cada um de nós interpreta as ações do outro. O Universo é gigante. E nós somos só um ponto minúsculo na imensidão da Humanidade. Relativizem tudo. Relativizem tudo, meus amores.

#3 

Ponham de lado as suposições.

Tudo pode acontecer por um sem fim de razões. Tantas razões que vocês nem conseguem imaginar. O engraçado é que o nosso ego nos leva sempre a supor que aquela coisa aconteceu por razões que têm sempre alguma ligação connosco. Ponham mesmo de lado as suposições. Quando elas chegarem, questionem-se: Eu tenho a certeza disto? Esta suposição vai fazer-me feliz? Como sei que isto é a verdade? Depois disto, libertem-se do que não têm a certeza, do que não corresponde à verdade e do que não vos deixa feliz. Com isto, divirtam-se a ver como quase todas as suposições (para não dizer, todas) desaparecem e deixam de fazer qualquer sentido.

#4

Dêem sempre o vosso melhor. 

Em tudo o que fizerem. Dêem sempre o vosso melhor. Ponham sempre a melhor da vossa versão nas relações que construírem, nos projetos que abraçarem, no animal que acarinharem, no vizinho que cumprimentarem, no bolo que fizerem, na ajuda que prestarem, nos pensamentos que tiverem, nos dilemas que encararem, nas situações dolorosas que viverem, nas desilusões que sentirem, na forma como se encaram, na maneira como se percecionam. Sintam que deram, dão e darão sempre o vosso melhor e, com isso, a culpa não pode espreitar, não se pode aconchegar, não pode permanecer em Vós.

Um beijo do tamanho do Mundo da mãe que escolheram para ser a vossa mãe.

IrinaVazMestre

|Psicóloga & Facilitadora de Parentalidade Consciente|

Informações sobre Aconselhamento Parental – Apoio Psicológico – Workshops em: irina.vaz.mestre@gmail.com

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