O meu Projeto de Felicidade
- Irina Vaz Mestre

- 21 de fev. de 2018
- 3 min de leitura
Sou uma pessoa naturalmente feliz. Acho sei que se deve ao facto de pensar a maior parte das vezes de forma positiva. De tudo o que se vai passando na minha vida, retiro sempre o que de positivo pode haver. Para o meu crescimento. Para a minha alma. Para a pessoa que sou e que quero ser.
No entanto, não estou nem sou sempre feliz. E nos últimos tempos, dei por mim a sentir-me desmotivada e com pouca energia, logo ao amanhecer. Apercebi-me que estava a ser inundada por pensamentos cuja intenção era levar-me a desacreditar, a ficar cabisbaixa e inquieta.
E depois de uns dias a sentir-me assim, e depois de me ter questionado sobre a razão pela qual andava assim, percebi que, com a correria do dia-a-dia, tinha, devagarinho e sem dar conta, posto de lado hábitos que me reconduziam à minha rota ou que não me deixavam sair dela. Eram principalmente dois os hábitos que tinha deixado cair.
Tinha deixado de acordar bem antes de toda a gente cá de casa para dedicar alguns minutos à minha meditação diária e há já algum tempo que não lia. Tenho livros que estão na minha mesa de cabeceira e que, de quando em quando, abro aleatoriamente numa página e leio a mensagem que está à minha espera. Normalmente, depois disso, leio o capítulo inteiro que diz respeito a essa página. E isso faz com que me volte a alinhar com as minhas intenções; reacende a minha fé e organiza o meu pensamento, que às vezes pode fugir para outros lados com tudo o que se passa no meu dia-a-dia.
Decidi então que tinha de voltar a esses hábitos. E percebi também que isso já não me bastava. Percebi que tinha mesmo de dedicar mais tempo à leitura. Que isso é essencial para não me esquecer dos meus objetivos e para treinar a minha mente para os alcançar. Porém, o tempo físico que tenho para me sentar a ler tranquilamente é mesmo pouco. Tenho de ser sincera e olhar para o cenário tal como ele é. Quando tenho tempo, à noite, já estou mesmo de rastos e estou já a fechar os olhos antes de acabar o primeiro parágrafo.
Lembrei-me dos podcasts. Posso ouvir no carro, quando estou a ir ou a regressar do trabalho. Posso ouvir quando estou a arrumar a cozinha ou a fazer o jantar ou a arrumar a casa ou a pôr a roupa a lavar. Alimenta-me a alma e tira-me a sede de conhecer.
E foi quando ouvi um podcast com a Gretchen Rubin sobre o seu livro “The Happiness Project” (o episódio está aqui) que se fez luz. Foi aí que percebi o quão importante é dedicar tempo a delinear o meu Projeto de Felicidade. O meu. Que é tão pessoal. Tão meu. Pensei nisso. Minuciosamente. O que me faz feliz? Não amanhã. Não daqui a um ano. Não num futuro próximo ou mesmo longínquo. O que me faz feliz hoje? O que todos os dias posso fazer para me sentir feliz? Por momentos. Mais longos. Menos longos.
E entrei nesta viagem da felicidade. Que não é tão longa assim e nem demora assim tanto tempo a alcançar. A verdade é que, todos os dias, a podemos ter e/ou sentir. Por momentos. Mais longos. Menos longos.
Eu sinto-me feliz quando digo um olá a alguém, com um sorriso rasgado. Quando oiço com curiosidade o que o outro me está a dizer. Quando numa fila de carros, deixo passar alguém ou quando agradeço ao carro que está atrás por me ter deixado passar.
Eu sinto-me feliz quando medito. Quando acordo todos os dias mais cedo do que todos os outros. Quando consigo ouvir um podcast que me faz ser melhor pessoa do que era há uns 20 minutos atrás. Quando sou capaz de pensar de forma positiva. Quando me sai da boca uma frase inspiradora. Quando vejo no olhar de outra pessoa que aquilo que fiz ou disse foi importante para ela, fez sentido, ajudou-a a sentir alguma esperança.
E tenho estado a desenhar, aos poucos, o meu Projeto de Felicidade. Que não passa por ter mais coisas. Que não passa por conseguir mais coisas. Passa, sim, por conseguir sentir mais vezes, todos os dias, que estou a dar passos em direção ao meu propósito de vida. Apreciar cada momento. Porque cada um desses momentos me ensina, cada vez com mais clareza, a forma de chegar lá!
E tu, já desenhaste o teu Projeto de Felicidade?
For Love, With Love.
IrinaVazMestre
|Psicóloga & Facilitadora de Parentalidade Consciente|
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