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Dias de filha única

Foram 4 dias de filha única.

E agora que penso nisto, que me sentei e me permiti pensar a fundo nisto, acho que devo mudar o sentido deste texto. E refaço o sentido deste texto. E volto a escrever.

Foram 4 dias de mãe única.

Foram dias em que me dediquei  a ser mãe desta filha, sem me preocupar em ser mãe da outra filha. É que também isto de se ser mãe de mais de um tem as suas diferenças. Temos invariavelmente de ser mães diferentes; porque são diferentes os nossos filhos.

Temos de nos adaptar às suas personalidades, às diferentes formas de sentir, às variações nas formas de agir. Temos de olhar para o que estão a pensar e depois atuar.

E a F. teve quase 4 anos de mãe única. Uma mãe que nunca se preocupou em partilhar amor, partilhar atenção, ter cuidado com a graça que acharia a uma devido ao quão melindrada outra poderia ficar. Uma mãe que quando não se sentava para brincar, era porque tinha o jantar para fazer, e não porque iria brincar com outra irmã.

E a F. teve-me completa. Sem tabus. Sem reservas.E hoje apercebo-me que a C. ainda não tinha experimentado essa mãe. Porque sempre me preocupei em não dar um único beijo. São duas, não posso dar só um! Porque sempre me preocupei em brincar aos pares. São duas, brincamos todas juntas! Porque sempre me preocupei em dividir sorrisos. São duas, não posso achar graça só a uma! Porque sempre me preocupei em não aconchegar só uma. São duas, partilhamos os quatro a mesma cama!

Foram 4 dias de namoro. Foram 4 dias de paixão. E esta filha Constança tem tanto para se amar. Tem tanto para se achar piada. Tem tanto para fazer olhos brilhar. E ri-me de ti sem medo dos ciúmes. E adorei-te sem medo das mágoas. E abracei-te sem medo das represálias.

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E agora, no fim dos nossos dias de filha e mãe única, pergunto-me: e queria ser mãe única? Decididamente que não, porque ainda assim, adoro ser mãe de duas e ainda quero ser mãe de três. Adoro comparar-vos (sim, todos nós comparamos os nossos filhos) e adoro crescer enquanto mãe nessa comparação!

Sim, porque o problema não está em nós compararmos os nossos filhos. O problema está em querermos fazer deles filhos iguais em vez de nos aceitarmos como Pais diferentes. Comparamos, aceitamos as diferenças e mudamos enquanto Pais: o que somos para um, não somos, decididamente, para o outro!

With love, for love ❤️

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