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Férias depois das Férias

Ainda sem estarem terminadas, e já escrevo sobre as férias depois das férias. É a ironia das ironias. Antes de começarem, só as desejamos e sonhamos com elas; quando estão a terminar, desejamos outras, noutros moldes, de uma outra forma.

Não sei se é só cá em casa, ou se por outros lados isto também se passa, mas depois das férias todos estamos necessitados de umas férias.

E não me refiro só a nós, pais. Acho que isso é comum por muitos lares e em muitas famílias. Ficamos realmente cansados e julgo que isso será mais intenso quanto mais pequeninos os nossos filhos forem e menor for a autonomia deles.

Neste caso, e hoje especificamente, refiro-me às crianças, aos nossos filhos. Refiro-me ao cansaço deles.

Por aqui já as noto cansadas dos programas que vamos fazendo e que fomos organizando para elas, ao longo do ano. Já não anseiam por praia e quando se fala em piscina já não soltam aquele grito de alegria e excitação que tanto nos deixava felizes, com um brilho nos olhos.

Os passeios à noite também já não as deixam entusiasmadíssimas e começo a sentir que, se respondermos com um ‘nada’, à pergunta que nos fazem sobre o que vamos fazer hoje , isso já não as deixa tristes ou desanimadas. Arrisco-me até a dizer que talvez se sintam um pouco aliviadas por poderem estar no sofá, a ver televisão ou a jogar nas tablets, a fazer simplesmente ‘nada’.

E tudo isto me leva a pensar que talvez complique demais. Que também há alegria nas coisas mais pequenas e que a tendência de querer fazer muitas coisas para transformar aquelas férias, naquelas férias, deve e pode ser regrada, sem culpas, sem lamentações.

E vou assumir isto para mim, para a minha família. E vou, no meio dos muitos programas que ainda quero fazer, instaurar uns dias de pausa para fazer simplesmente ‘nada’. Hoje foi um desses dias. Não houve praia, não houve piscina, não houve saídas nem programas dirigidos aos kids.

Houve um dia de sofá, de televisão, de computadores e jogos. E quando elas estavam nas tablets, e o pai olhava para mim e dizia que não com a cabeça, a sentir-se culpado e preocupado por as deixarmos estar assim, a olhar para um ecrã, passei-lhe as mãos pelas costas e repeti o que tenho vindo a repetir para mim mesma ‘férias também é isto, é deixar estar sem regras, nem imposições de horários e restrições de tecnologias; porque durante todo o ano, as regras, as imposições e as restrições já acontecem, diariamente’.

Boas férias para todos por aí! Que sejam, continuem a ser ou tenham sido umas excelentes férias!

Deixo-vos com algumas fotografias que mostram como têm sido os nossos dias, antes de rumarmos a sul, onde terminarão as nossas férias e de onde espero que, depois de tudo isso, regressaremos muito cansados. Será bom sinal.

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